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A finalidade deste curso é levar aos profissionais e estudantes de todas as áreas o conhecimento das novas regras da língua portuguesa que entraram em vigor no dia 1° de janeiro de 2009, conforme determina o Decreto N° 6.583/2008, ratificado pelo Congresso Nacional e promulgado pelo presidente da República em 29 de setembro de 2008.

Essas alterações, ou unificações, foram aprovadas em 1990 no Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entre os sete países que tinham o português como idioma oficial (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe – incluiu-se, depois, o Timor Leste, que se tornou independente em 1999).

A efetivação do acordo, entretanto, dependeria da ratificação (transformá-lo em lei) pelos países signatários. Em 2004, os chefes de Estado e de governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovaram o Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico, que autorizava a adesão de Timor Leste e previa que a ratificação de três signatários da CPLP bastava para que o acordo entrasse em vigor.

Até o momento, quatro países aderiram ao acordo. O Brasil o ratificou em 2004; Cabo Verde, em 2005; São Tomé e Príncipe, em 2006; e Portugal em julho de 2008. Em termos de conteúdo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja alterado e, no Brasil, apenas 0,45%.


Entre os objetivos do novo acordo, restringir as diferenças de ortografia existentes entre os países de idioma português e constituir-se numa comunidade linguística expressiva internacionalmente evidenciam a sua importância.


8 horas


1. Entendendo o novo acordo

- Os oito integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).  

- Objetivos da mudança.

- Breve histórico da unificação – de 1911 a 2009.

- Legislação, ratificação dos países signatários.

2. O alfabeto, inclusão das letras K, W e Y

3. Os dígrafos na escrita de nomes próprios hebraicos de tradição bíblica

- Conceito de dígrafo.

- Novas formas de escrita nos antropônimos e topônimos consagrados pelo uso.

- Topônimos de línguas estrangeiras – adequação à forma vernácula correspondente.

4. Letras maiúsculas e minúsculas

- A obrigatoriedade ou a dupla grafia para pontos cardeais, logradouros, citações bibliográficas, meses, estações do ano e dias da semana, formas de tratamento e reverência, nomes sagrados e os que designam crenças religiosas e nomes que designam os domínios do saber.

5. Repetição do hífen na translineação

6. Acentuação

- Relembrando o conceito de sílaba tônica e a classificação da separação de sílabas: oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.

- O que é ditongo, tritongo e hiato e as mudanças de acentuação conforme a nova ortografia.

 - Eliminação dos acentos diferenciais e as suas exceções.

 - Utilização do sinal gráfico trema ( ¨ ).

7. Uso do hífen, as novas regras para:

 - Palavras iniciadas com a letra h.

 - Prefixos terminados por vogal.

 - Prefixos terminados por consoante.

 - Quando o segundo elemento se inicia por r ou s.

 - Quando o segundo elemento se inicia por vogal ou por consoante.

 - Exceções dos prefixos sub, circum e pan.

 - Prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró.

 - Grafia de palavras compostas.

 - Grafia das palavras que perderam a noção de composição.

8. Palavras grafadas com as consoantes p  ou c mudas: quando manter ou eliminá-las da escrita

9. Controvérsias a respeito do Acordo Ortográfico


Aula expositiva e exercícios.


Heleusa Angélica Teixeira

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