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                                               Conheça nossa assessoria criativa

Diante do alerta, o outro jogador se apruma em sua poltrona e começa a estudar suas opções, em busca de saídas estratégicas.

Meu domínio sobre o tema economia é insuficiente para afirmar que podemos comparar as complexas ocorrências mundiais a um jogo de xadrez. Mas de algo eu tenho certeza: se o mundo já clamava por mudanças profundas de postura, a hora de agirmos criativamente é agora.

Há quem diga que a mãe da criatividade é a necessidade. Se o pensar e o agir criativos foram, em sua essência, impulsionados por inspiração ou pura necessidade, não há como saber, pois a presença de soluções criativas na história humana remonta à época em que ainda habitávamos as cavernas e éramos obrigados a nos superar para não perecer.

Tantos séculos depois, com a extinção de inúmeras espécies de animais predadores e com o alimento chegando preparado ao nosso lar, por meio de uma simples ligação telefônica (e é claro dinheiro para adquiri-la) poderíamos até dizer que o “selvagerismo” é coisa do passado. Infelizmente, ele não foi totalmente eliminado e mostra suas garras em vários aspectos que presenciamos na vida cotidiana. Mesmo assim, alcançamos um momento espetacular na história humana temos agora disponíveis: recursos, pessoas, condições, conhecimento e criatividade suficientes para reconstruirmos nosso planeta ou para aniquilá-lo de vez. E o que está acontecendo na esfera econômica não é fator isolado. É apenas uma das muitas áreas que clamam por novas soluções e posturas.

Pouco tempo antes da crise, participei de um curso sobre a Nova Economia na UMAPAZ (Universidade Livre do Meio Ambiente e Cultura de Paz), o qual nos possibilitou uma série de reflexões, e até discussões, ante o que presenciamos em nosso dia-a-dia, e inúmeras soluções necessárias e urgentes. Muitas foram as interrogações que afloraram: problemas demais? Soluções de menos? Poder de menos para reverter os acontecimentos? Uma das nossas conclusões durante o curso foi a de que as soluções estão surgindo em várias partes do mundo. Que não há uma única solução, pois não estamos diante de um único problema. Existem várias, que vão se adequando aos perfis dos grupos e culturas que se predispõem a implementá-las e aos poucos dão contorno a uma  nova economia.

A vida das empresas já não andava um “mar de rosas”. Desde criança ouço falar em cortes e realocação de recursos e bem sabemos que ano a ano as cobranças e pressões para se “produzir mais, gastando menos” foram ampliadas. Além, é claro, da introdução de uma série de métodos e critérios a serem seguidos, sempre em nome da “melhoria”, mas nem sempre levando em consideração o tempo de adaptação dos seres humanos por trás de tantos números e movimentações. Hoje em dia, manter-se permanentemente presente na mente de possíveis consumidores, encantar e fidelizar clientes, distinguir-se da concorrência que passou a ser globalizada, entre outras tantas demandas que passaram a fazer parte da rotina cotidiana, transformou-se praticamente numa guerra acirrada, que tem tirado o sono e a saúde de muita gente.

Pode ser ingenuidade da minha parte, mas atribuo a esta “ânsia descontrolada por mais e mais”, sem equilíbrio e discernimento, sem uma visão sistêmica e planetária, boa parte do que está acontecendo no mercado financeiro. E infelizmente o que para alguns pode parecer apenas números num relatório, para outros pode ser o preço da própria sobrevivência.

Portanto, se criatividade era um fator decisivo na longevidade de uma empresa que quisesse não só sobreviver, mas manter-se à frente da concorrência, quem não abriu espaço para fomentá-la e fortalecê-la terá agora que correr atrás do prejuízo. Pois, quando o dinheiro é curto e as demandas são muitas, sem criatividade e pensamento estratégico não dá para se implementar muita coisa. Aliás, até para “vender ideias”, mesmo internamente, é preciso um toque de criatividade, pois quando o cinto aperta, a primeira palavra mais ouvida é “corte!”, e parece que automaticamente os ouvidos se fecham para as alternativas (mesmo para aquelas que podem representar a salvação da empresa).

O mais interessante é que, por pior que seja a crise, tem sempre gente enriquecendo, prosperando, empresas nascendo, outras avançando... Mas há quem chore e se perca na lamentação. E há também quem expanda os horizontes mentais, busque alternativas e arregace as mangas para implementá-las.

O que tenho procurado em meu trabalho é demonstrar que não é um curso de quatro horas que vai mudar a vida da empresa. Nem sequer os workshops de 16 horas ‑ que nos possibilitam abertura maior para a mudança de consciência, conseguem resultados permanentes , se não houver mais nada acontecendo como suporte. Durante um workshop de 16 horas é até possível permitir que as pessoas percebam que são criativas por natureza e que o mais necessário é abrir espaço para exercitar esses potenciais latentes, canalizando-os de forma apropriada e produtiva. Mas, quando retornam para a vida diária, logo se deparam com os mecanismos “anticriatividade” que, por incrível que pareça, apesar de estarmos no século 21, ainda estão presentes em muitas empresas.

Em função dessa demanda (nem sempre identificada), criei, em parceria com a consultora Tânia Zarpelão, da Rede-RH, um trabalho diferenciado que objetiva a formação de “CriAtivadores” – profissionais (voluntários ou de um setor ou equipe específica) que passam por um processo de capacitação, para que se tornem fomentadores de processos criativos no ambiente empresarial.

Após essa formação, a atuação dos profissionais se inicia pelas tão criticadas “reuniões”, que dão muitas voltas e não chegam a lugar algum... Transformando-as em reuniões com foco em iniciativas e soluções criativas e prosseguindo pela propagação e valorização de uma cultura organizacional que resgate e valide a aplicação do pensar e do agir criativo por toda a empresa.

Todos aqueles que tiveram a oportunidade de fazer benchmarking em empresas onde a criatividade é parte do seu DNA, onde ela é bem vista, aceita, ativada e valorizada diariamente; certamente puderam notar que esse não é um trabalho que acontece da noite para o dia. É algo que exige um tempo para implementação e maturação, mas que oferece resultados capazes de dar novo rumo às atividades que a empresa desempenha, ampliando o nicho de mercado onde atua, sofisticando produtos e abordagens de mercado, valorizando a marca, abrindo novos negócios, apontando novas possibilidades, oferecendo aos colaboradores desafios mais saudáveis e autênticos que promovem seu constante desenvolvimento, melhorando relacionamentos interpessoais, incrementando o trabalho em equipe, entre outros.

Percebo as crises (das pessoais às mundiais), como um bom momento para “limpar gavetas...”. Metafórica e até literalmente falando, uma crise pode ser comparada àquela gaveta lotada de papéis e objetos que, por mais que a gente faça força, já não tem como fechar. A única saída: tirar tudo e começar a fazer uma seleção e uma arrumação. Abrindo mão do que não serve mais, direcionando alguns itens para lugares mais adequados e mantendo na gaveta o que é necessário estar ali.

O que cada um vai ter que fazer para enfrentar essa turbulência mundial é justamente isso: jogar fora velhos conceitos e preconceitos que perderam sua validade, realocar conhecimentos e recursos e abrir espaço para ajeitar melhor o que é essencial. E não há como negar, entre os itens essenciais para progredirmos com mais equilíbrio e bom senso, que nossos potenciais criativos merecem destaque, sendo estimulados e canalizados para provocar mudanças saudáveis e benéficas, não só em momentos como este, mas por toda a vida, em toda parte.

Estamos no momento mais que propício para uma avaliação do tipo: a quantas andam o fluir da criatividade e a presença da inovação em sua empresa? O pensar e o “opinar” criativos são constantes e permitidos a todos ou é coisa restrita ao marketing, à publicidade, à área de produção e às equipes de melhoria contínua (kaizen)? Existe uma estrutura que num momento como este dê sustentação à geração de saídas criativas e estratégicas? Sua empresa está entre as que vão surfar sobre a onda ou entre as que serão engolidas por ela?

O que mais me anima em ser aliada e difusora da importância da expressão da nossa criatividade na vida pessoal e profissional é o fato de que não precisamos fazer “milagres”. Costumo dizer que a parte mais difícil a natureza já fez, pois existe potencial criativo em todas as empresas. Explico: uma vez que todo ser humano é naturalmente criativo, e como toda empresa é formada por pessoas, então o potencial criativo está ali, mesmo latente. O que falta, muitas vezes, é alguém com coragem bastante para romper velhas amarras, antigos preconceitos e trazer à tona o melhor das pessoas, abrindo espaço para que ousem expressar suas ideias mais criativas e aprendendo a lidar positivamente com todo tipo de ideia que possa surgir. Fomentar a criatividade, é uma delícia, tenho feito isso há anos. A dificuldade maior, e é aí que é preciso ter pessoas determinadas e com autonomia dentro da empresa para bancar o processo, é derrubar preconceitos que há milênios vêm sendo instaurados e, de tão incrustados na mente das pessoas,  elas mesmas se brecam antes que alguém o faça.

Mas já que as dificuldades estão aí, tanto para quem investir na expansão da expressão desses potenciais criativos, quanto para quem continuar negando-os e boicotando-os, faço a você um convite: seja aquele que abre uma porta, uma janela, um portal, um espaço ou até mesmo uma pequena brecha para que a luz das novas ideias possa clarear o seu local de trabalho. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para evitar que um dia uma lápide do tipo “aqui jaz uma empresa com imenso potencial criativo, que faleceu porque nunca abriu a arca para que esse tesouro pudesse ser valorizado e investido em seu favor” paire sobre a sua empresa. 

Mônica Cristina Landim, Agente Transformadora de Realidades, palestrante e facilitadora da alegria, da criatividade, do otimismo, do desenvolvimento dos potenciais do SER humano e da expansão do brilho interior que se irradia da alma, é consultora associada da Rede-RH.


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